Veja 10 dicas para organizar suas finanças

Veja 10 dicas para organizar suas finanças. São dicas simples e práticas para quem tem dúvidas sobre por onde começar.

1)  Defina seus objetivos e suas metas
Objetivo é "o que" você quer alcançar, por exemplo, comprar um carro. Meta é “o quando" você irá alcançar, por exemplo, comprar um carro em tal data. Mais do que ter um objetivo em mente, é preciso definir metas. Monte sua lista com suas metas como quitar dívidas, comprar a casa própria, fazer uma viagem. Estabeleça prazos que sejam realistas e inegociáveis.
2)  Tenha um plano
Estabelecer metas é o primeiro passo. Porém uma meta sem um plano é só um desejo. É no planejamento que muitos de nós falhamos. Chame a família e monte seu controle de receitas e despesas. O plano para alcançar suas metas começa com uma visão clara da situação financeira da família. A família deve ser engajada em todo o processo de planejamento financeiro. Para se alcançar determinada meta pode ser que se opte por alguma privação que pode alterar o bem-estar da família momentaneamente. Com todos comprometidos, fica muito mais fácil enfrentar situações mais difíceis com cortes no orçamento.
Se você acha chato e desestimulante preencher planilhas ou usar aplicativos, utilize orçamento de emergência ABCD. É uma forma eficiente e simples, desenvolvida pelo professor Fábio Gallo da Fundação Getúlio Vargas. Organize suas despesas mensais de acordo com o modelo ABCD e faça seus ajustes no orçamento:
  • A – Alimentar: são gastos com alimentos. Não podem ser eliminados mas podem ser reduzidos;
  • B – Básicos: gastos com água, luz e afins. Também não podem ser eliminados mas verifique se podem ser reduzidos;
  • C – Contornável: melhoram a qualidade de vida, dão prazer, facilitam nossa vida. São gastos com restaurantes, cinema, TV a cabo, Internet, etc. São despesas que podem ser cortadas, evitadas ou moderadas;
  • D – Dispensável: itens não essenciais e que podem ser cortados imediatamente como cartões de créditos a mais, um segundo celular.
3)  Organize sua receita em termos líquidos
Não se engane com o seu salário bruto. Ao montar seu controle financeiro, coloque suas receitas líquidas, ou seja, já descontadas taxas e impostos.
4)  Pense em ganhos anuais, como os americanos
Não se surpreenda se ao término do preenchimento da planilha financeira você constatar que está endividado. Nossa reação, a partir daí, é abandonar o controle pois vale a máxima "o que os olhos não vêem o coração não sente". Esta atitude não vai resolver o problema das dívidas.
Use o controle ABCD, por exemplo, para começar os cortes nos custos. No entanto, ao invés de olhar o impacto deste corte apenas no mês em questão, projete este impacto nos próximos 12 meses ou mesmo 24 meses. Sua planilha deve ser montada em uma base anual, não somente mensal. Será muito mais estimulante você saber quando, no futuro próximo, sua situação financeira melhorará com os cortes que você promoverá no seu orçamento.
5)  Pague suas contas à vista
Com dinheiro na mão, seu poder de barganha aumenta. Peça descontos e evite pagar a prazo. Os juros aumentarão no ano que vem. Isto significa que as dívidas parceladas ficarão mais caras, ou seja, você pagará mais juros e poderá se endividar ainda mais. Cada pequena economia que você conseguir em suas compras à vista, poderá resultar em bons ganhos no seu orçamento.
6)  Não sobrou dinheiro? Troque as dívidas mais caras pelas mais baratas
Já se você não tem o dinheiro para pagar à vista e está diante de uma situação de gasto essencial, tente escolher um tipo de dívida que seja mais barato.
As dívidas mais comuns do brasileiro hoje são com cartão de crédito, cheque especial, empréstimo pessoal, crediário em lojas e crédito consignado.  Veja alguns exemplos do custo destas dívidas:
  • Juros do cartão de crédito: média de 450% ao ano
  • Juros do cheque especial: média de 300% ao ano
  • Juros de empréstimo pessoal: média de 80% ao ano
  • Juros de crediário em lojas: média de 60% ao ano
  • Juros de crédito consignado:  média de 40% ao ano
Se você tiver uma dívida no cartão de crédito, vale a pena obter dinheiro no crédito consignado para quitar sua dívida no cartão. Você terá substituído uma dívida mais cara por uma dívida mais barata, pagará menos juros e reduzirá seu endividamento.
7)  Calcule seus gastos em dia de trabalho
Saiba quanto você ganha por dia. Se acostume a medir cada gasto com a régua do seu trabalho diário. Por exemplo, quantos dias terei de trabalhar para pagar a compra de um telefone celular? Este truque vai lhe ajudar a ter mais consciência sobre seus gastos.
8)  Diferencie o gasto essencial do gasto supérfluo
Para fazer um gasto consciente precisamos saber a diferença de querer algo e precisar de algo. Toda vez que você for comprar alguma coisa, antes de mais nada, faça a pergunta: eu quero isto ou eu preciso disto?
Quando você precisa de algo, significa que determinado produto ou serviço é essencial e portanto este gasto é necessário. Já quando você quer algo, normalmente a compra é feita por impulso ocasionando os gastos chamados desnecessários ou supérfluos.
Comece o ajuste no seu orçamento eliminando os gastos supérfluos.
9)  Monitore suas metas e objetivos
Crie o hábito de monitorar seu controle financeiro. Verifique com frequência como está o seu desempenho para alcançar suas metas e objetivos. Quanto mais frequente for a atualização de sua planilha, menor será seu esforço de preenchimento de dados. Estabeleça, no mínimo, um monitoramento e atualização semanal.
10)  Comemore cada vitória
 Não devemos fazer do controle financeiro uma camisa de força. Isto limita o nosso bem estar para viver o hoje.  Por outro lado, também não podemos viver o hoje sem lembrarmos do amanhã. Precisamos ter equilíbrio! Inclua no seu plano os momentos para comemorar e celebrar cada vitória financeira alcançada.
Assumir as rédeas de sua vida financeira é uma atitude que depende apenas de você para atenuar os impactos de um cenário macroeconômico mais difícil neste ano.

Comentário(1) s

Por | ODEL BRITO TOLOSA FILHO

AS DICAS FORAM OTIMAS E ESCLARECEDORAS.

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