Curva de Vitalidade Financeira®️

De cada 100 brasileiros apenas 11 se preocupam em guardar dinheiro. Estes dados tirados do último relatório do Banco Mundial mostram também que dos 11 brasileiros que poupam, apenas 1 guarda o suficiente para ser independente financeiramente na aposentadoria. Além do esforço de poupança do brasileiro ser muito baixo, não investimos bem o que poupamos. Isto resulta em construção de pouco patrimônio, insuficiente para gerar renda que nos permita manter a independência financeira principalmente na aposentadoria.

Fatores macroeconômicos como a elevada inflação na década de 1980 nos jogou no consumo, única forma de garantir o poder de compra do dinheiro que era corroído mensalmente por uma inflação de 55%. Desenvolvemos uma cultura de curto prazo e de falta de planejamento financeiro pois era impossível fazer projetos de médio e longo prazo em um cenário de hiperinflação.  E isto se reflete na forma como lidamos com nossas finanças pessoais hoje. Nossa renda vai para o consumo e quando investimos, nosso horizonte de tempo é de curto prazo. Baixa poupança, investimentos de curto prazo e incapacidade de fazer planejamento financeiro explicam a falta de conhecimento do brasileiro sobre a importância de construir patrimônio. E ainda transferimos para o Estado a responsabilidade por nos gerar uma renda que será cada vez menor, haja vista a inevitável reforma da previdência pública.

Segundo o IBGE, nossa expectativa de vida está em 76 anos. Estamos vivendo mais e com a preocupação da qualidade de vida desta longevidade. A insuficiente construção de patrimônio torna precário o padrão de vida na velhice.

Criamos a Curva de Vitalidade Financeira®️ para despertar na sociedade brasileira o interesse em conhecer sobre os ativos financeiros e a formação patrimonial. A partir de reflexões sobre o padrão de vida que queremos ter para sermos independentes e quais projetos de vida gostaríamos de realizar, a Curva de Vitalidade Financeira®️ medirá se a construção de patrimônio está adequada à realização dos objetivos financeiros.

Para construção de patrimônio é preciso saber sobre os ativos financeiros que o compõe. Ativos financeiros, por definição, são geradores de renda como investimentos, aluguel com imóveis, reserva em moeda forte como o dólar ou em commodity como o ouro. O empreendedor que investe em sua própria empresa, está criando ativo financeiro.  Muitas vezes dedicamos a aumentar nossa renda com salário, por exemplo, porém acabamos revertendo-o na melhora de nosso padrão de vida e quase nada para a formação de patrimônio. Os ativos financeiros são o meio para se tornar independente com renda passiva. 

No caso do assalariado, por melhor que sejam as condições de renda, esta renda é dependente e suscetível às intempéries do empregador.  A história de pessoas bem sucedidas financeiramente está relacionada à capacidade de criação de 3 a 5 fontes de renda passiva. Assim se você perder uma fonte de renda, você poderá contar com outras fontes. A construção de patrimônio e a utilização de ativos financeiros para gerar múltiplas fontes de renda nos dá liberdade financeira. 

Para criar ativos geradores de renda e ter um patrimônio perene no seu ciclo de vida financeira, recomendamos 6 práticas:


O fluxo de caixa é o saldo entre as receitas e despesas. Ele deverá ser avaliado em perspectiva futura para análise de tendência. Com tendência de fluxo de caixa positivo e crescente no tempo, mais dinheiro disponível você terá para comprar ativos geradores de renda.

2.  Faça o planejamento tributário de seu imposto de renda

Por falta de planejamento tributário e fiscal, acabamos pagando mais impostos que o devido. Não temos como influenciar nos impostos que são cobrados no consumo e já vêm embutidos no preço dos produtos mas temos como ser mais eficientes com os impostos que são cobrados sobre a renda. Com um bom planejamento fiscal e tributário, evita-se pagamento excedente de imposto sobre a renda. Esta ineficiência permite aumento de fluxo de caixa no orçamento doméstico. Com este aumento de caixa por não ter de pagar o imposto além do devido, você tem mais capital para comprar ativos financeiros e formar patrimônio.

3.  Invista bem o seu dinheiro

Para investir bem o seu dinheiro, o primeiro passo é definir seus objetivos quantificáveis em termos de valor e horizonte de tempo. É importante fazer uma reserva de emergência de 6 a 12 meses relativo ao seu custo mensal para cobrir imprevistos. A partir deste momento você deverá alocar seu capital de acordo com o horizonte de tempo de seus objetivos. Deverá diversificar sua carteira em classes de ativos e nível de liquidez que respeitem seu nível de tolerância a riscos. E por fim, deverá monitorar o desempenho de seus investimentos e fazer rebalanceamento sempre que necessário.

4.  Proteja seu patrimônio

Assim como ainda estamos incipientes na cultura de se fazer planejamento financeiro devido à nossa visão de curto prazo, naturalmente não pensamos em proteger nossa formação patrimonial. Proteger o patrimônio de riscos requer uma cultura mais arraigada em planejamento já que a cobertura de riscos tem custos e muitas vezes nos questionamos sobre o valor considerado a fundo perdido. Isto sem considerar nossos modelos mentais e vieses comportamentais que nos leva a acreditar que fazer planejamento de riscos atrai o acidente de carro ou mesmo a morte. O fato é que o risco existe e caso aconteça pode acabar com o planejamento financeiro de décadas. Assim, para que se possa fazer um planejamento patrimonial e buscar criar fontes de renda diversas, é imperativo que estas fontes de renda estejam protegidas de riscos. Os seguros são os produtos contratados para mitigar riscos.

5.  Planeje a desacumulação

O planejamento financeiro tem de fazer parte de todo o ciclo de nossa vida financeira. Mesmo que alcancemos nossa meta de acúmulo patrimonial, tão importante quanto planejar para acumular é planejar a desacumulação. Na fase de desacumulação, temos de assumir menos riscos em nossos investimentos, aumentar a liquidez de nossos ativos e planejar a sucessão.  Os custos de sucessão sem planejamento podem  ser elevados dificultando o acesso dos herdeiros ao patrimônio. Um bom planejamento sucessório poderá antecipar o direcionamento do patrimônio, reduzir custos sucessórios e deixar parte do patrimônio em ativos de liquidez que permite o acesso pelos herdeiros. Assim os herdeiros poderão usar parte do próprio patrimônio para pagar os custos de inventário. É importante planejar para construir ativos financeiros. Desacumular também requer planejamento. Um planejamento bem feito, permitirá deixar um legado para os herdeiros e também para a sociedade. 

A Curva de Vitalidade Financeira®️ é a régua de medida que aufere os níveis de formação, manutenção e utilização do patrimônio. É o gatilho para o processo de planejamento financeiro contínuo: analisar, planejar, executar, monitorar. Com a Curva de Vitalidade Financeira®️, você terá controle sobre as decisões financeiras de sua vida e poderá ter sempre bem-estar financeiro.

 

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